As Guitarras Bem Temperadas

Data

19 de junho de 2021, 18:00:00

Local

Praça da República, Porto de Mós

Entrada

Entrada Gratuita, sujeita à lotação do espaço

Reservas pelo e-mail: iniciativas@municipio-portodemos.pt

Programa

| Johann Sebastian Bach ( 1685-1750 )
• Aria Variata Alla Maniera Italiana - BWV 989

• Concerto Italiano - BWV 971
1. I - ( Allegro )
2. II - Andante
3. III – Presto

• O Cravo Bem Temperado 1º Caderno
1. Prelúdio nº 9 em Mi Maior - BWV 854
2. Prelúdio nº 10 em Mi menor - BWV 855
3. Prelúdio nº 20 em Lá menor - BWV 864
4. Prelúdio nº 24 em Si menor - BWV 869
5. Prelúdio nº 5 em Ré Maior - BWV 850
6. Prelúdio nº 6 em Ré menor - BWV 851
7. Prelúdio nº 14 em Fá# menor - BWV 859
8. Prelúdio n º 23 em Si Maior - BWV 868
9. Prelúdio nº3 em Dó# Maior - BWV 848

• Concerto em Ré menor Bach/Marcello - BWV 974

As Guitarras Bem Temperadas

KHYTAR 12.6 - MIGUEL AMARAL E PEDRO RODRIGUES

Khytar 12.6
Projeto que reúne os guitarristas Miguel Amaral e Pedro Rodrigues.
Guitarras Bem Temperadas.
Guitarra Portuguesa, Guitarra Clássica e Johann Sebastian Bach. Eis-nos perante o universo do recital Guitarras Bem Temperadas. Junção aparentemente distante. Fruto da nossa vontade de trazer cada vez mais música para os nossos instrumentos, mas sobretudo, fruto de uma das mais belas características da obra genial em questão: o seu carácter universal, a sua pluralidade. A naturalidade com que se deixa apropriar. A generosidade com que se sente em casa numa combinação instrumental que, em relação ao período barroco, surge tão peculiar. A partir daqui, há todo um mundo sonoro em descoberta. As semelhanças com o cravo, com o alaúde e toda uma porta aberta para que esta música se posso ouvir, mais uma vez, como uma novidade.
Miguel Amaral e Pedro Rodrigues levaram o seu recital em 2020 ao Fora do Lugar – Festival de Músicas Antigas e ao 13º Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu.
Para este ano, o duo irá editar o seu primeiro CD.

Biografia

PEDRO RODRIGUES
"Rodrigues’ guitar work is really outstanding throughout!"
Classical Guitar Magazine

Vencedor do Artists International Auditions (Nova Iorque), Concorso Sor (Roma), Prémio Jovens Músicos e premiado nos concursos de Salieri-Zinetti, Paris, Montélimar, Valencia, Sernancelhe entre outros, Pedro Rodrigues iniciou o seu percurso musical aos 5 anos de idade, tendo estudado com José Mesquita Lopes na Escola de Música do Orfeão de Leiria onde terminou os estudos com a classificação máxima como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Posteriormente estuda com Alberto Ponce na École Normale de Musique de Paris onde recebe os Diplomas Superiores de Concertista em Música de Câmara e Guitarra, este último com a classificação máxima, unanimidade e felicitações do júri.
Participou em masterclasses com David Russell, Leo Brouwer, Joaquin Clerch e Darko Petrinjiak.
Sob a orientação de Paulo Vaz de Carvalho e Alberto Ponce concluiu em 2011 o Doutoramento na Universidade de Aveiro como bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Apresentou-se a solo em salas reconhecidas internacionalmente como o Weill Hall do Carnegie Hall de Nova Iorque, a Salle Cortot de Paris, National Concert Hall de Taipei, Ateneo de Madrid, Sala Manuel de Falla de Madrid, Endler Hall de Cape Town, India International Centre de New Delhi, Sala Raúl Juliá de San Juan, Centro Cultural de Belém, Casa da Música, o Grande Auditório da Fundação Gulbenkian e os festivais de Mikulov, Paris, Santo Tirso, Música Viva, Sernancelhe, Caruso Festival, Miguel Llobet, Forfest Kromeriz, Vital Medeiros entre outros. Estreou mais de 60 obras dos mais importantes compositores portugueses como João Pedro Oliveira, Cândido Lima, Isabel Soveral, Sara Carvalho, Sérgio Azevedo, José Luís Ferreira, António Sousa Dias, Carlos Caires entre outros. Muitas destas obras foram-lhe dedicadas.
Fez gravações para RTP, RDP, RTM, SABC, Cesky Rozhlas, WIPR e gravou discos com as editoras Numérica, Nuova Venezia, Portugaler, Slovartmusic e JNS Music e foi solista com a Orquestra Gulbenkian, Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras entre outras. É igualmente convidado com regularidade para leccionar masterclasses em conservatórios e universidades na Europa, América do Norte e Sul, África e Ásia. As suas transcrições e edições estão editadas pela Mel Bay Publications, AVA Editions e Notação XXI. Como investigador, proferiu conferências em Inglaterra, Brasil e Portugal dedicadas às temáticas da transcrição, música contemporânea e educação. Recentemente criou e apresentou o programa “Seis Cordas Para Um País” transmitido na Antena 2. Presentemente é Investigador Integrado do INET-md e Professor Auxiliar no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.


MIGUEL AMARAL
Nasceu no Porto em 1982. O seu primeiro contacto com a música surge aos 6 anos,
tendo iniciado o estudo de Piano com a professora Madalena Leite de Castro. Estudou Guitarra Portuguesa com Samuel Cabral, José Fontes Rocha e Pedro Caldeira Cabral, formação Musical com António Torres Pinto, Análise, Harmonia e Contraponto com Daniel Moreira, Composição com Dimitris Andrikopoulos e Jazz com Nuno Ferreira. Desde então, tem-se apresentado regularmente como solista em recitais em Portugal e no estrangeiro, bem como inserido em agrupamentos de música de câmara ou em programas de música para orquestra, tendo passado por salas como Casa da Música, Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest, Teatro Solis (Montevideo), Centro Cultural Kirchne (Buenos Aires), Teatro Nescafé (Santiago do Chile), FIL Guadalajara (México). Em 2010 integra a orquestra de “Sombras“ de Ricardo Pais, estreado no Teatro Nacional S. João e com apresentações no Théâtre de la Ville (Paris), Cidade das Artes (Rio de Janeiro), Teatro Paulo Autran (SESC Pinheiros, S. Paulo), Teatro Mossoviet (Moscovo).
No ano de 2013, lança “Chuva Oblíqua”, o seu álbum de estreia a solo, inteiramente dedicado ao repertório solista que tem vindo a desenvolver. Ainda em 2013, forma com o pianista Mário Laginha e o contrabaixista Bernardo Moreira o Novo Trio de Mário
Laginha, tendo gravado ainda nesse ano o disco “Terra Seca”.

Destaca-se ainda a participação na estreia mundial da obra “Folk Songs” de Mário Laginha, para Orquestra, Piano, Voz e Guitarra Portuguesa, na Philharmonie du Luxemburg com Cristina Branco e Mário Laginha, sob a direcção de Peter Rundel, que voltou a ser tocada com a Antwerp Symphony Orchestra sob a direcção de Dirk Brossé e também com a Filharmonia de Galicia sob a direcção de Pedro Neves. Participa no recital “ Fado Barroco”, sob a direcção de Marcos Magalhães, com Ana Quintans, Ricardo Ribeiro, Marco Oliveira e a Orquestra Barroca de Helsínquia, no Helsinki Music Center. Por encomenda de Marcos Magalhães, compõe para este programa a peça Luz de Outono para Orquestra Barroca e Guitarra Portuguesa.
Este repertório é apresentado em 2016 na Fundação Calouste Gulbenkian. Gravado ao vivo, o espetáculo foi posteriormente é editado pela NAXOS no ano de 2017 com o titulo “ From Baroque to Fado – A Journey Through Portuguese Music”.
Miguel Amaral apresenta-se frequentemente com Os Músicos do Tejo com este espetáculo (programação de verão CCB 2020, festival Cistermúsica em Alcobaça e festival Todos também em 2020). Também em 2020, Miguel Amaral começa a sua colaboração com o grupo de música antiga Sete Lágrimas.
Com Yuri Reis, Miguel Amaral editou no “Saudade” (2019). Um CD que junta a guitarra portuguesa ao violão de sete cordas de Yuri Reis. O álbum reúne temas emblemáticos da guitarra portuguesa com o repertório do violão brasileiro e agrega ainda, três temas originais como o “Fado Barroco” do pianista Mário Laginha, “Três Marias” de João Camarero e “Caprichosa” de Pedro Amorim. Em julho de 2020 editaram novo single; “Acerta o passo”.
Desde a sua edição, “Saudade” foi apresentado no Porto, Vila Nova de Famalicão, Festivais de Outono em Aveiro, Lisboa, 7ºFestival Internacional de Guitarra de Lagoa e foi também o único projeto programado duas vezes na edição deste ano do Sons no Património.
Miguel Amaral é o diretor musical do fadista Miguel Xavier. Em 2018 Miguel Xavier editou o seu primeiro cd com vários fados de Miguel Amaral e com a sua produção musical.
Miguel Amaral é também o diretor musical da próxima encenação de Ricardo Pais “talvez…Monsanto” a ser apresentado já em dezembro no TNSJ com a participação de Miguel Xavier, as Adufeiras de Monsanto e a atriz Luísa Cruz, entre outros.