El Retablo de Maese Pedro

Data

6 de novembro de 2021, 21:30:00

Local

Teatro José Lúcio da Silva

Entrada

Entrada Gratuita, sujeita à lotação da sala

Programa

El retablo de Maese Pedro
Ópera em 1 Acto com um prólogo de Manuel de Falla, com libreto baseado num episódio de Don Quixote de Miguel Cervantes

El Retablo de Maese Pedro

S.A. Marionetas & Orquestra Filarmonia das Beiras

Numa parceria com a S.A. Marionetas, a OFB levará a cena El Retablo de Maese Pedro, uma obra de Manuel de Falla que conta uma passagem da célebre obra de Cervantes, Don Quixote, através de um espetáculo de marionetas. O compositor recria com a sua música um ambiente medieval, recorrendo a uma escrita neoclássica que combina diferentes épocas e estilos, desde a música antiga, o folclore, música de carácter litúrgico e linguagens mais vanguardistas.

Tirando partido da curta duração da obra (cerca de 30 minutos), o espetáculo será antecedido de uma parte com carácter pedagógico em que o narrador explicará, acompanhado de exemplos musicais extraídos da própria obra, o contexto da história, a época em que decorre, o contexto literário do seu autor, o contexto da sua composição e ainda a demonstração da ilustração musical dos personagens e das cenas, dando assim também a esta produção um carácter pedagógico e tornando-a num espetáculo para todas as idades.


Orquestra Filarmonia das Beiras
S.A. Marionetas - José Manuel Valbom Gil, Natacha Costa Pereira, Sofia Olivença Vinagre
Vera Silva, Trujamán
Pedro Cruz, Mestre Pedro
Tiago Matos, D. Quixote
Jorge Castro Ribeiro, apresentação
Rita Castro Blanco, maestrina convidada


Biografia

S.A.Marionetas – Teatro & Bonecos
É uma estrutura profissional de criação em teatro de marionetas composta por autores, construtores e marionetistas que produzem originais e em português, com o objectivo de promover e divulgar o Teatro de Marionetas. Nessa perspectiva, o seu trabalho passa pela investigação e a procura de novas soluções estéticas, bem como a preservação da tradição popular portuguesa através da pesquisa e continuidade na realização do Teatro D. Roberto. Em ambos os casos, privilegia-se a itinerância dos espectáculos como melhor forma de divulgar a arte da marioneta.
Ainda no cumprimento destes objectivos, a companhia organiza, desde 1998, o Festival Nacional de Teatro de Marionetas “Marionetas na Cidade” em Alcobaça, onde está sedeada. Em 2015 o festival foi destinguido com o "EFFE Label". Tem participado em diversos Festivais em Portugal, tendo também representado o país em Itália, Alemanha, França, Espanha, Inglaterra, Pais de Gales, Escócia, Itália, República Checa, China, Eslováquia, Macau, Cazaquistão, Indonésia, Coreia do Sul, Turquia, Áustria, Irão, Tailândia. Desde 1997 já criou 45 produções originais. Em 2005 foi-lhe atribuído o prémio de mérito cultural das artes e espectáculo “Troféu Afonso Lopes Vieira”.
Em 2010 recebeu o prémio especial do júri pela preservação e continuidade do teatro tradicional de marionetas europeu com o espectáculo “D. Roberto”. Também com este espectáculo foi nomeada para melhor manipulação no 14º festival mundial da arte da marioneta de Praga. Em 2012 foi selecionada para participar no festival mundial de marionetas em Chengdu na China onde recebeu o "Award Puppetry Festival Participation". No mesmo ano foi nomeada para o prémio de melhor produção para a infância no International Award "Golden Gander" Kremnické Gagy na Eslováquia.
Em 2013 recebeu o Prémio - "Alcoa d´Ouro" categoria Cultura atribuído pelo Jornal O Alcoa. Foi nomeada para o prémio de melhor espectáculo de rua no Wayang World Puppet Carnival em Jakarta na Indonésia. E recebeu o prémio de melhor espectáculo tradicional de marionetas de rua no Wayang World Puppet Carnival. Em 2014 recebeu o prémio de melhor espectaculo tradicional do mundo com o teatro Dom Roberto na Tailândia. em 2016 recebeu o prémio para melhor manipulação com os espectáculos "etc..." e "Teatro Dom Roberto" no Animart festival em Lodz na Polónia e o Prémio "Artistic Innovation Award" no 5th Golden Magnolia Shanghai International Puppet Festival na China. Em 2017 Recebeu o Troféu "Puppet for Peace" no Harmony World Puppet Festival em Kanchanaburi na Thailand . A nomeação "Best Manipulation" e o prémio "Best Director" no Word Puppet Festival EXPO 2017 em Astana no Cazaquistão e o Prémio "Preservation of traditions of ancient street theatre" no 1º Kyiv international festival of puppet theatre na Ucrânia. Já em 2019 recebeu o Prémio "Gulliver Junior" no 27º Festivalul International de Animatie Gulliver em Galati na Roménia. Mais recentemente em 2020 recebeu o prémio "Melhor Música Original" atribuído pelo Blog Guia dos Teatros pela produção "Consonância" com o pianista Daniel Bernardes.

RITA CASTRO BLANCO | MAESTRINA
Rita Castro Blanco é uma das eminentes jovens maestrinas portuguesas, reconhecida pela sua excelente técnica, versatilidade de repertório e autoridade segura.
A jovem maestrina trabalhou como Assistente de Pedro Amaral na estreia de Beaumarchais (2017), de Dietrich Paredes no Estágio Gulbenkian para Orquestra (2018), e de Clark Rundell na produção de Mass de Bernstein (2019). Durante os seus estudos no Royal Northern College of Music, colaborou também como Maestrina Assistente na BBC Philharmonic, Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, Manchester Camerata e Hallé, para maestros como Sir Mark Elder, Vasily Petrenko, Joana Carneiro, John Storgårds e Elim Chan.
Rita tem vindo a participar em masterclasses com maestros e pedagogos internacionais - Sir Mark Elder, Johannes Schlaefli, Richard Hetheringotn e Jessica Cottis - à frente de variados ensembles profissionais, entre estes Royal Opera House, London Sinfonietta, Stavanger Symphony Orchestra e Balthasar Neumann Ensemble. No verão de 2021 Rita foi escolhida para integrar o novo programa e Mentorado no Festival de Aix-en-Provence, com Thomas Hengelbrock, e foi também uma de quatro Fellows de Direção no conceituado Festival de Lucerne, sob a tutela de Enno Poppe. Com estas oportunidades Rita tem trabalhado um vasto leque de repertório orquestral, sendo que tem uma afinidade particular à música contemporânea e operática.
Rita Castro Blanco completou o Mestrado em Performance com Distinção no RNCM, na classe de Clark Rundell e Mark Heron, tendo previamente completado a Licenciatura em Direção de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra, com Jean-Marc Burfin.
É atualmente maestrina titular da Huddersfield Philharmonic Orchestra e os seus mais recentes compromissos incluem estreias com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Festival de Mafra e o ensemble Síntese - Grupo de Música Contemporânea.

VERA SILVA | TRUJAMÁN (SOPRANO)
Natural de Pombal, Vera Silva iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Regional de Coimbra, onde estudou piano com Tatiana Malguiná. Mais tarde iniciou as aulas de canto com Mariana Fidalgo, tendo concluído a sua licenciatura e mestrado em Canto na Universidade de Aveiro, sob a orientação de Isabel Alcobia. Integrou em 2011, o Estúdio de Ópera do Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa. Entre os anos 2009 e 2021 lecionou canto e coro em várias escolas artísticas, nomeadamente em Chaves, Leiria e Coimbra, e dirigiu vários coros de crianças e adultos em Aveiro, Leiria, Fátima e Pombal. Paralelamente a esta atividade pedagógica, destacam-se as suas interpretações em Romilda em Serse (Haendel), 1ª Dama em A Flauta Mágica (Mozart), Serpina em La Serva Padrona (Pergolesi), Frasquita em Carmen (Bizet), entre outras. No campo da oratória, Vera Silva apresenta-se sobretudo com repertório barroco. Apresentou-se com orquestra na 4ª cantata da Oratória de Natal e cantata 51 - Jauchzet Gott in allen Landen (Bach), Laudate Dominum (Delalande), Te Deum (Charpentier), Sub tuum praesidium, Regina Coeli - KV108 e Exsultate Jubilate (Mozart), Nulla in mundo pax sincera, Laudate Pueri - RV601 e Gloria (Vivaldi), Stabat Mater (Pergolesi), Die Schöpfung (Haydn) e ainda no papel de Maria Magdalena na oratória Sanctus Petrus et Sancta Maria Magdalena de J.A. Hasse, inserida no Festival de Perigórd Noir. Trabalhou com importantes artistas do panorama musical português e estrangeiro, tais como Andrew Bisantz, António Vassalo Lourenço, Benoit Babel, Carlos Aransay, Christoph König, Iñaki Encina Oyón, João Paulo Santos, Juliane Banse, Leandro Alves, Markus Fohr, Pierre Mak, Tom Krause, Ulrike Sonntag. Tem-se apresentado em recital com a pianista Patrícia Sousa, com um repertório exclusivamente português. Vera Silva destaca-se pela sua forte presença interpretativa e musical, dando extrema importância à emoção que a palavra e o texto transmitem.

PEDRO CRUZ | MESTRE PEDRO (TENOR)
Pedro José Gonçalves da Cruz é natural da cidade de Barcelos. Em 2014, aos 16 anos de idade, iniciou a sua formação de canto na classe de canto de Hélder Bento, integrando também o coro Audivi Vocem constituído por alunos do docente. No âmbito da atividade do coro, foram apresentadas obras, tais como “Missa em Sol Maior” de Carlos Seixas, “Missa Breve” de P. Alberich Mazak O. Cist., “Requiem em ré menor” de Wolfgang Amadeus Mozart juntamente com a Orquestra da Costa Atlântica, bem como composições de John Rutter, Victor C. Johnson, Giovanni Pierluigi da Palestrina, Hans Leo Hassler, Duarte Lobo, Thomas Tallis, Anton Bruckner, Morten Lauridsen, Pedro de Cristo, Fernando Lopes Graça, Filipe de Magalhães, Hector Berlioz, entre outros.
Em 2017, ingressou na Licenciatura em Educação Musical na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, finalizando em 2019. Nesta instituição integrou o Ensemble Vocal da Escola Superior de Educação e o Coro da Escola Superior de Educação, inicialmente dirigido pelo professor Rui Ferreira e, posteriormente, pelo professor Filipe Veríssimo, tendo-se apresentado obras como “Little Jazz Mass” de Bob Chilcott, “Grande Missa em dó menor (KV427)” de W. A. Mozart, “Alleluia” de Eric Whitacre, “Gloria” de John Rutter, “Oratória de Natal” de Camille Saint-Säens, “Um Natal Português” de Carlos Azevedo, Fernando C. Lapa, Fernando Valente e Eugénio Amorim, “Missa pro defunctis” de Franz von Suppé e “Magnificat (BWV 243)” de J. S. Bach, em parceria com o Coro Polifónico da Lapa, Coro dos Pequenos Cantores do Curso de Música Silva Monteiro, Orquestra Sine Nomine, Orquestra do Norte e a Banda do Exército do destacamento do Porto.
Em 2019, ingressou na Licenciatura em Música – Variante Canto da Universidade de Aveiro, sendo atualmente aluno do segundo ano da classe de canto da Professora Isabel Alcobia. Ao longo da sua formação, tem participado em masterclasses com Ana Calheiros, Helen Lawson, Isabel Alcobia e José Corvelo.

TIAGO MATOS | D. QUIXOTE (BARÍTONO)
Dono de uma “desenvoltura cénica e vocal”, e de uma “voz maleável e bem posicionada”, Tiago Matos afirma-se como um “sólido barítono”, diz a crítica.
Chegou à Ópera Nacional de Paris em 2012, pelo Atelier Lyrique, onde protagonizou Don Giovanni, de Mozart. A estreia no casting principal aconteceu dois anos depois com Fiorello, em Il Barbiere di Siviglia, de Rossini. Seguiram-se Un Chevalier, em Le Roi Arthus, de Chausson, e Il Marchese d’Obigny, em La Traviata. Também em Verdi, foi Un Députée Flamand, em Don Carlos, além de Il Conte di Ceprano, em Rigoletto. A interpretação mais recente com a Académie da l’OnP, Frank, em Die Fiedermaus, de J. Strauss, valeu-lhe os maiores elogios.
Entre outras interpretações, destaque para Le Dancaïre e Moralès, em Carmen, de Bizet; Mercutio, em Roméo et Juliette, de Gounod; L’Horloge Comtoise e Le Chat, em L’Enfant et les Sortilèges, de Ravel; e, novamente, o papel principal em Don Giovanni, no Estates Theatre, em Praga.
Vencedor do primeiro prémio no VI Concurso de Canto da Fundação Rotária Portuguesa, em concerto Tiago atuou com a Orquestra Gulbenkian em “Composing for Voices with Luís Tinoco”, e foi solista em obras como Lieder Eines fahrenden Gesellen (Mahler), 9. Sinfonie (Beethoven) e Requiem (Fauré).
Licenciado em Música pela Universidade de Aveiro, Isabel Alcobia e António Chagas Rosa foram alguns dos principais professores, além de Sherrill Milnes e Maria Zouves, com quem se cruzou na VOICExperience Foundation, nos Estados Unidos. Atualmente aperfeiçoa-se com Michelle Wegwart.
Fundou a Plateia Protagonista, uma associação cultural e educacional centrada na promoção da ópera e da música clássica, que, entre outros projetos, criou o “Ópera Connosco Marvila!”, destinado a jovens de bairros desfavorecidos de Lisboa, e onde, em 2021, Tiago interpretará o sargento Belcore, em L’Elisir d’Amore, de Donizetti.
Depois da participação no Operafest, em 2020, em Lisboa, onde estreou óperas de jovens compositores portugueses, Tiago Matos será Guglielmo na ópera Così Fan Tutte, de Mozart, no Coliseu do Porto. Espera-se ainda a participação no Festival Informal de Ópera de Braga, um concerto em torno de Bach e Händel, com a Orquestra Barroca Casa da Música e dirigida por Laurence Cummings e será ainda solista no Requiem de Mozart com a Orquestra Clássica do Centro. Também este ano dará um recital com o trio À la Joie! no Festival Internacional de Música de Marvão.

JORGE CASTRO RIBEIRO | APRESENTAÇÃO
Jorge Castro Ribeiro nasceu em Valadares, em 1966. É licenciado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa e doutorado em Música (Etnomusicologia) pela Universidade de Aveiro, onde é Professor Auxiliar e Investigador Integrado do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança.
Para além de um intenso envolvimento académico de ensino, comunicação e investigação em música, desde há duas décadas que desenvolve atividade pública de divulgação musical, concebendo e apresentando concertos, bem como redigindo notas de programa e outros textos.
Apresenta e dinamiza regularmente concertos sinfónicos comentados. Desde 2002 que colabora anualmente com Associação Musical das Beiras / Orquestra Filarmonia das Beiras desenhando e apresentando o projeto “Música na Escola” que promove dezenas de concertos didáticos dirigidos às populações do 1º e 2º ciclos do Ensino Básico com sessões pedagógicas e Concertos de Família.
Entre as orquestras com que já colaborou contam-se a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filharmonica Cidade de Pontevedra, Orquesta de Extremadura, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra do Algarve / Clássica do Sul, Orquestra do Norte, Orquestra Filarmonia das Beiras, Drumming – GP, Orquestra ARTAVE, Orquestra ESART, Orquestra Sinfónica da ESMAE, Arte Sinfónica, Banda Sinfónica Portuguesa, Orquestra Fundação Estúdio de Guimarães, entre outras. Colaborou com mais de 30 maestros e fez a narração de diversas obras musicais, algumas das quais com texto original de sua autoria (Guia da Orquestra para Jovens de Benjamin Britten, Shehrazade de Rimsky-Korsakov, O Elefante Babar de Francis Poulenc, O Gato das Botas de Vasco Negreiros, Moon Chuncks de Sara Carvalho, O Carnaval dos Animais de Camille Saint Saens, Pedro e o Lobo de Sergei Prokofiev, Os Planetas de Gustav Holst, O Super-Barbeiro adaptação de As Bodas de Fígaro de Mozart, entre outras).
Entre 2005 e 2014 foi Diretor Artístico, concebeu e apresentou os Concertos Promenade do Coliseu do Porto preenchidos com música sinfónica e dirigidos a famílias.
Desde a década de 2000 colaborou diversas vezes com as Orquestras das Escolas Profissionais de Música de Espinho e de Viana do Castelo, preparando conteúdos explicativos e apresentando concertos pedagógicos. Desde 2015 que concebe e apresenta os Concertos Promenade da Casa das Artes de Famalicão, série de 5 concertos anuais.
Participou na estreia e gravação da obra sinfónica com narração O Gato das Botas do compositor Vasco Negreiros.
É investigador integrado e membro do Conselho Científico do INET-md (Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos de Música e Dança). No âmbito científico tem publicados trabalhos, ensaios e gravações etnomusicológicas em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Brasil, Argentina, Estados Unidos e Canadá. Participa regularmente em conferências a nível nacional e internacional (Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Brasil, Estados Unidos, África do Sul, Moçambique).