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14 MAR

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"Teclas em Diálogo"

"Trio Ad-HOC": Cravo (Titus 2025) - Miguel Jalôto, Órgão Positivo - Stefan Linke & Orgue - Célesta, Mustel (Paris, 1898) - João Santos

Data

14 de março de 2026 às 17:00:00

Classificação Etária

M/6

Local

Igreja S. Pedro, Leiria

Entrada

gratuita

Sinopse

Este concerto propõe uma viagem sonora através de três séculos da música europeia, explorando a riqueza tímbrica e expressiva dos instrumentos de tecla — órgão, harmónio e cravo — em diferentes contextos históricos, estéticos e espaciais. Do esplendor policoral da Veneza do início do século XVII à sensibilidade galante e ao dramatismo pré-romântico, o programa revela a versatilidade destes instrumentos enquanto solistas e em diálogo de conjunto.
A abrir, Giovanni Gabrieli evoca a grandiosidade da Basílica de São Marcos com a sua Canzona a 12, exemplo maior da escrita policoral veneziana. Seguem-se páginas de forte carácter e imaginação, como a Batalha de 6º tom de António Correa Braga, testemunho raro do património musical português, e a expressividade da Chaconne atribuída a J. S. Bach. O lirismo espiritual de Rossini, na transcrição de Karg-Elert para harmónio, estabelece uma ponte com o romantismo, enquanto Soler e C. P. E. Bach revelam novas formas de diálogo entre teclados, cheias de elegância e invenção. O programa encerra com a energia contrastante de Telemann, reunindo os três instrumentos num quarteto de grande vitalidade e cor.
Um concerto que celebra a diversidade estética, a escuta do espaço e o encontro entre tradição, inovação e património musical europeu.

Programa

GIOVANNI GABRIELI (1555/57-1612)
Canzona a 12 em eco a 3 coros (Veneza, 1608)
Órgão, Harmónio, Cravo

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750) [atribuída a]
Chaconne ex g BWV 1179
Cravo

ANTÓNIO CORREA BRAGA (Portugal, Século XVII)
Batalha de 6º tom
Órgão, Harmónio, Cravo

GIOACHINO ROSSINI (1792-1868) / SIGFRID KARG-ELERT (1877-1933)
Preludio Religioso da Petite Messe Solenelle (transcrição para Harmónio)
Harmónio

ANTONIO SOLER (1729-1783)
Concerto III em Sol Maior dos «Seis Conciertos de dos Organos Obligados»
i. Andantino
ii. Minuet
Cravo, Órgão

CARL PHILIPP EMANUEL BACH (1714-1788)
Duetos II e IV para dois instrumentos de tecla Wq 115 (ca.1767)
Harmónio (4 mãos)

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)
Toccata em Sol maior, BWV 916
Órgão

GEORG PHILIPP TELEMANN (1681-1767)
Quarteto TWV 43:a3
i. Adagio
ii. Allegro
iii. Adagio
iv. Vivace
Cravo, Órgão, Harmónio

Biografia

Fernando Miguel Jalôto é um intérprete especializado em instrumentos históricos de teclado e na interpretação historicamente informada do repertório musical dos séculos XVI, XVII e XVIII. É fundador e director artístico do Ludovice Ensemble, um dos mais activos e prestigiados grupos nacionais de Música Antiga, membro do Réseau Européen de Musique Ancienne. Apresentou¬ se em vários festivais e inúmeros concertos em toda a Europa, Israel, China e Japão. Gravou quase três dezenas de discos, para a Ramée/Outhere, Harmonia Mundi, Passacaille, Challenge Records, Glossa Music, Resonus Classics/Inventa, Parati, Anima & Corpo, Veterum Musica, Dynamic, Conditura Records e Brilliant Classics, incluindo albuns a solo com obras de Dieupart e Manuel Rodrigues Coelho, bem como o concerto para cravo em sol menor de Carlos Seixas. Gravou também para as rádios portuguesa, espanhola, estónia, alemã e checa, e para os canais televisivos Mezzo, Arte e RTP. Apresentou, entre muitos outros, recitais de cravo no prestigiante Festival Oude Muziek de Utrecht (Países Baixos); a convite do Património Nacional (Espanha); e vários recitais nos instrumentos históricos do Museu Nacional da Música. Como organista é uma presença regular em vários dos festivais de órgão nacionais, destacando-se ainda recitais em órgãos emblemáticos como o de São Vicente de Fora em Lisboa, o da Catedral de Tui, ou o da igreja de São Paulo de Antuérpia.
Em Portugal é membro do Ensemble Bonne Corde e da Orquestra Barroca Real Câmara, e toca regularmente com as orquestras Gulbenkian e Metropolitana de Lisboa, tendo colaborado com grupos internacionais tais como Vox Luminis, Oltremontano, La Galanía e Capilla Flamenca, e trabalhando ainda sob a direcção dos maiores directores especializados. É director musical e tutor dos cursos anuais de ópera e oratória barroca do centro musical Benslow, em Hitchin, no Reino Unido, e director artístico e pedagógico, e professor de instrumentos histórico de teclado da Academia Ludovice, curso e festival internacional dedicado ao ensino e divulgação das práticas históricas interpretativas da música, dança e teatro barrocos. Como maestro dirigiu grandes obras do repertório barroco como as Vésperas de Monteverdi, várias missas e cantatas de Bach, oratórias de Scarlatti, óperas de Lully, Charpentier, Bourgeois e Handel, bailados, óperas e motetos de Rameau, em salas como a Fundação Gulbenkian e o CCB, ou os festivais especializados de Utrecht e Bruges. Como maestro al cembalo e solista convidado dirigiu já a Orquestra Barroca de Jerusalém em Israel, o Croatian Baroque Ensemble, na Croácia e Irlanda, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Filarmonia das Beiras, a Orquestra do Algarve, e vários agrupamentos especializados em Portugal, Espanha e Israel. Interessa-se particularmente por projectos transversais envolvendo dança, declamação e encenação históricas, bem como reconstituições litúrgicas do cerimonial sacro tridentino.
Completou os diplomas de Bachelor of Music e de Master of Music em Cravo no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real da Haia (Países Baixos), na classe de Jacques Ogg. Frequentou masterclasses com Gustav Leonhardt, Olivier Baumont e Ilton Wjuniski. Estudou também órgão barroco e clavicórdio, sendo bolseiro do Centro Nacional de Cultura. É Mestre em Música pela Universidade de Aveiro e Doutor em Ciências Musicais|Musicologia Histórica pela Universidade Nova de Lisboa, tendo sido bolseiro da FCT. Como musicólogo publicou artigos na Revista Portuguesa de Musicologia, e em livros editados pela Voltaire Foundation/Liverpool University Press/Oxford University, Sociedade Espanhola de Musicologia, e Libreria Musicale Italiana, participando em conferências em Lisboa, Madrid, Roma, Roterdão e Birmingham. Colabora regularmente com os serviços editoriais da Casa da Música no Porto, do CCB, e do Teatro Nacional de São Carlos.

João Santos é licenciado em Música Sacra pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa – Porto, onde estudou com Luca Antoniotti (Órgão), Eugénio Amorim (Composição e Direcção de Coros), Cesário Costa (Direcção de Orquestra), Anselm Hartmann (Piano), entre outros. João Santos tem-se destacado nas áreas de Órgão e Composição, tanto a nível nacional como internacional, contactando com célebres organistas como T. Jellema, W. Zerer, M. Bouvard, J. Janssen, F. Espinasse, O. Latry, D. Roth, L. Scandali, entre outros. Participou nos prestigiados concursos internacionais de órgão e efectua regularmente concertos por todo o país e estrangeiro, de onde se destacam a Catedral de Westminster (Londres), o Orgelfestival Rhür (Alemanha), a Catedral de Notre Dame de Paris, o St. Christoph Summer Festival (Vilnius), entre outros. Foi solista com a Orquestra Clássica da Madeira durante o Festival Internacional de Órgão da Madeira, 2014, e tem trabalhado com grande parte das orquestras nacionais. Como compositor, obras suas têm sido reconhecidas internacionalmente, culminando com a publicação de algumas obras. A sua transcrição para seis órgãos do Allegretto da 7ª Sinfonia de L. Van Beethoven arrecadou o primeiro prémio no concurso internacional de composição “Órgãos de Mafra”, 2017. Em 2019, na edição seguinte deste mesmo concurso, obteve o primeiro prémio na Categoria A com uma obra original intitulada Magnificat, para seis órgãos. Recentemente, tem recebido diversas encomendas de composição para variadas áreas e efetivos, nomeadamente festivais de música e para a liturgia. Harmoniumista em formação, João Santos desenvolve desde 2020 uma pioneira investigação sobre o harmónio em Portugal, com enfoque especial no “Harmonium d’Art". Com o intuito de operar o renascimento deste instrumento no nosso país, cria em 2023 o “fort’Expressivo, atelier de música”, cuja coleção que conta já com a presença de um "Orgue Expressif" Mustel de 1899. João Santos é acompanhador do dueto de contratenores ENCANTO, com quem apresenta uma regularidade de concertos por todo o País, bem como em inúmeras digressões no estrangeiro, nomeadamente França, Suíça, Brasil, Estados Unidos, Bélgica, Inglaterra, Alemanha e Eslováquia. De 2010 a 2018, João Santos foi organista titular do Santuário de Fátima. Desde 2018, é membro permanente da equipa de organistas responsáveis pelos concertos a seis órgãos na Basílica do Palácio Nacional de Mafra. Dirige o Coro Carlos Seixas (Coimbra) desde a sua fundação e é organista titular da Catedral de Leiria desde 2007.

Sérgio Silva é Mestre em Música, Ramo de Interpretação em Órgão, pela Universidade de Évora, sob a orientação de João Vaz. Para a sua formação contribuiu o contacto com diversos organistas de renome internacional.
Apresenta uma agenda artística intensa, executando tanto a solo como integrado em agrupamentos de prestígio nacionais, tendo actuado em diversos países europeus e em Macau.
Participou em diversas gravações discográficas como solista e integrado em agrupamentos, destacando-se a gravação do primeiro volume de Flores de Música de Manuel Rodrigues Coelho.
Paralelamente, tem-se dedicado ao estudo e transcrição de música antiga portuguesa, tendo colaborado em edições nacionais (Obras completas de Fr. Fernando de Almeida – IPL/CESEM) e internacionais (Flores de Música de Manuel Rodrigues Coelho – Ut Orpheus).
Foi consultor artístico no II Ciclo de Órgão de Sintra e director artístico do Ciclo de Órgão da Igreja de Santo António de Lisboa.
É professor de Órgão na Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa e é titular dos órgãos históricos da Basílica da Estrela e da Igreja de São Nicolau.

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