
"Do medieval ao Séc. XVIII"
Daniel Oliveira - órgão (António Joaquim Fontanes/António Simões (1826/2023) & Ensemble Vocal da Academia de Música de Santa Cecília
Data
22 de março | 17:00
Classificação Etária
M/6
Local
Igreja do Pópulo, Caldas da Rainha
Entrada
gratuita
Sinopse
O programa proposto conduz o público numa viagem musical que atravessa séculos de história, desde os cânticos medievais do Llivre Vermell até à riqueza barroca e clássica de compositores como Carlos Seixas, Andrea Luchesi e Marcos Portugal. Entre a devoção e a dança, as sonoridades revelam a diversidade cultural e espiritual da Europa entre os séculos XIV e XVIII. A alternância entre música instrumental e vocal cria um diálogo entre épocas e estilos, num equilíbrio entre solenidade e celebração. A presença de obras anónimas e tradicionais relembra a força da música coletiva e popular. O órgão, instrumento central deste recital, une passado e presente através da sua imponência e expressividade. O concerto culmina com “Ave Mundi Gloria”, uma peça participativa, convidando o público a integrar-se ativamente nesta experiência musical partilhada.
Programa
Anon. séc. XV
Tubas cum cytharis (O felix Caecilia)
Frei José da Madre de Deus (Séc.XVIII)
Fuga em ré menor
LLivre Vermell de Monserrat (séc.XIV)
Stella splendens in monte
Polorum regina
Marcos Portugal (1762- 1830)
Sonata em Ré Maior para Órgão
LLivre Vermell de Monserrat
Mariam matrem virginem
Carlos Seixas (1704- 1742)
Sonata em lá menor (Allegro)
Alfonso X
Santa Maria, strela do dia
Francisco Xavier Batista (1741- 1797)
Sonata para Órgão em Fá Maior nº11
LLivre Vermell de Monserrat
Cuncti simus concanentes
Andrea Luchesi (1741- 1801)
Sonata em Fá Maior
Tradicional Igreja Católica/ Arr.Pe.António Cartageno
Ave mundi Gloria
Biografia
Daniel Oliveira é natural de Alenquer, iniciou os seus estudos na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo em Linda a Velha, onde estudou órgão e cravo com João Paulo Janeiro.
Prosseguindo os seus estudos musicais, diplomou-se em órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa, sob orientação de João Vaz, licenciando-se também em cravo, pela mesma instituíção sob orientação de Ana Mafalda Castro. Realizou o mestrado em Pedagogia do Órgão na Escola Superior de Música de Lisboa.
É ainda licenciado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa.
Tem estudado com diversas personalidades como Graham Barber, Ketil Haugsand, Javier Artigas, L.F. Tagliavini, J.L.G. Uriol, Kristian Olesen, Míklos Spány, Peter Holtslag e Roberto Fresco. Apresenta-se frequentemente a solo ou em grupos vocais ou instrumentais, marcando presença em vários festivais de Órgão e de Música Antiga em Portugal e no estrangeiro, sendo de destacar o Festival Internacional de Órgão de Leon (Espanha), Ciclo Internacional de Órgão de Cantábria, Festival de Órgão de Málaga, Ciclo de concertos do Santuário de Fátima, Festival de Música Antiga de Castelo Novo, Festival de Música Antiga de Santarém, Festival de Órgão de Santarém, Ciclo de Órgão de Sevilha, entre outros .
É professor de órgão, harmonia e baixo-contínuo no Conservatório Nacional e no Conservatório de Música da Física de Torres Vedras, sendo diretor do Atelier de Artes da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras.
Foi maestro do Coro Notas D`Alta e dirige atualmente o agrupamento Alma Veteras, dedicado ao estudo e interpretação prática da música antiga europeia, com particular destaque para a música portuguesa dos séculos XVII e XVIII, sendo ainda membro dos agrupamentos Mosaico Espiritual, Ars Eloquentia, Anim`Antiqua, apresentando-se regularmente com o violinista Marcos Lázaro e as cantoras Patrycja Gabrel e Carolina Figueiredo.
Como pedagogo prepara atualmente um manual prático para o ensino do órgão na infância e é convidado regularmente para ministrar masterclasses ou formações para organistas litúrgicos.
Em 2019 gravou, juntamente com o violinista Marcos Lázaro, um CD dedicado à música Portuguesa e Italiana do período barroco, no Órgão histórico da Igreja da Misericórdia em Torres Vedras para a editora francesa FSB.
É diretor artístico do Festival de Música Antiga de Torres Vedras e do Ciclo de Órgão da mesma cidade, bem como diretor artístico do Ciclo de Música Barroca de Mafra IN MÚSICA.
É organista titular dos órgãos históricos da Igreja Matriz de Oeiras e Igreja da Misericórdia em Torres Vedras.
Ensemble Vocal da Academia de Música de Santa Cecília
Formado por cerca de 25 alunos e ex-alunos da Academia de Música de Santa Cecília (AMSC), existe desde 2002 e surgiu da necessidade de criar um grupo vocal misto que desse continuidade ao trabalho realizado na disciplina de Coro daquela escola de ensino integrado da música. Dos diversos concertos realizados destacam-se os efetuados em contexto escolar no Mosteiro dos Jerónimos, na Culturgest, na Aula Magna e no CCB. Apresentou-se também no Festival de Música de S. Roque, no Festival de Órgão da Madeira, no Festival de Música de Estoril – Lisboa e no Ciclo de Órgão de Torres Vedras. Do seu repertório consta a ópera “Dido e Eneas”, de Purcell, a obra “Membra Jesu nostri”, de Buxtehude e obra “Turbas da Paixão”, de Diogo Melgaz. Participou em várias estreias absolutas, nomeadamente das obras “Canções do Quadrante”, do compositor Pedro Faria Gomes, e “Cantata Sacro Profana, de Filipe Raposo. Teve ainda lugar de destaque no Concerto de Natal da AMSC, integrado nas comemorações do tricentenário do Convento de Mafra, em dezembro de 2016, bem como nos concertos que lhe sucederam nos natais de 2017, 2019 e 2022, sempre acompanhado pelos seis órgãos daquela Basílica. É dirigido, desde a sua fundação, por António Gonçalves.
António Gonçalves
Nasceu em Lisboa e iniciou os seus estudos musicais aos 10 anos no Instituto Gregoriano de Lisboa. Em 1995 ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa onde se licenciou em Direção Coral, sob a orientação dos professores Roberto Pérez e Vasco Pearce de Azevedo. Em 2003 terminou a licenciatura em Canto Gregoriano, com a professora Maria Helena Pires de Matos. Ao longo do percurso académico e profissional teve a oportunidade de trabalhar com Antoine Sibertin Blanc, Armando Possante, Christopher Bochmann, Eurico Carrapatoso, João Vaz, Ghislaine Morgan, Fernando Eldoro e Michel Corboz, que contribuíram de forma decisiva para a sua formação.
Atualmente, é membro do Coro Gregoriano de Lisboa e do Coro da Fundação Calouste Gulbenkian. Leciona a disciplina de coro na Academia de Música de Santa Cecília (AMSC), desde 1998, e dirige a Camerata Vocal de Torres Vedras, desde 2000. Com estes agrupamentos estreou obras corais de compositores portugueses, nomeadamente, Luís Soldado, Mário Nascimento, Pedro Faria Gomes, Filipe Raposo, Carlos Garcia e Eurico Carrapatoso.
Enquanto professor de Coro, dirigiu os vários coros da Academia de Música de Santa Cecília (AMSC) em diversos momentos, dos quais se destacam os concertos no Festival de S. Roque, no Festival de Órgão da Madeira e os Concertos de Natal com os seis órgãos da Basílica de Mafra, em 2016, 2017, 2019 e 2022, transmitidos pela RTP e pela UER (União Europeia de Radiodifusão). Ainda em 2016 dirigiu o Coro Infantil da AMSC na gravação em CD da ópera de Verdi, Otello, com o Coro e Orquestra Gulbenkian. Em 2017, no papel de maestro assistente dos coros juvenis, trabalhou na ópera O Monstro no Labirinto, de Jonathan Dove, levada à cena no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian.
