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10 ABR

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“Miles & Coltrane: ♩=100”

Orquestra Jazz de Espinho

Data

10 de abril de 2026 às 20:30:00

Classificação Etária

M/6

Local

Teatro José Lúcio da Silva, Leiria

Entrada

Entrada: 10,00 €
| Sócios do Orfeão de Leiria: 50% desconto* | Alunos do Orfeão de Leiria: gratuito*
* bilhetes pessoais e intransmissíveis
Bilhetes: bilheteira do Teatro José Lúcio da Silva ou na bilheteira on-line em https://wwwteatrojlsilva.pt

Sinopse

Em 1926, Louis Armstrong gravava com os seus lendários Hot Five e Hot Seven, estabelecendo os cânones do jazz. Foi sob esse auspício que nasceram Miles Davis e John Coltrane – dois gigantes que redefiniram não apenas o jazz, mas a própria linguagem musical do século XX.

Este concerto celebra o centenário destes mestres, revelando os pontos que tornaram as suas trajetórias

inseparáveis: a busca pela inovação, a coragem de romper fronteiras e a criação de obras que continuam a inspirar gerações. Da cumplicidade do First Great Quintet à revolução de Kind of Blue, passando pela

espiritualidade de Coltrane e pela reinvenção constante de Miles, esta homenagem é um mergulho na

essência do jazz. Como companheiros nesta viagem única a Orquestra de Jazz de Espinho contará com dois solistas de exceção: Hermon Mehari e Seamus Blake, para dar vida ao legado imortal destes mestres.

Programa

“Miles & Coltrane: ♩=100”

Ficha Artística e Técnica

Orquestra Jazz de Espinho

Seamus Blake, saxofone

Hermon Mehari, trompete

Eduardo Cardinho e Paulo Perfeito, direção musical

Biografia

Em finais de 2008 ganhava forma a ideia de constituição de uma orquestra de jazz no âmbito curricular

da Escola Profissional de Música de Espinho, projeto que se concretizou com a primeira apresentação pública, em 2009, sob a designação de Orquestra Académica de Jazz da EPME. Dirigida pelo maestro Paulo Perfeito, convidado para materializar artisticamente o projeto, a orquestra rapidamente abandonou a adjetivação “académica”, passando a designar-se Orquestra de Jazz da EPME, tendo iniciado, nessa fase, um percurso artístico consistente, embora no contexto da sua génese e especificidade. Face à projeção artística alcançada, o projeto artístico da orquestra evoluiu no sentido da sua consolidação como estrutura de carácter profissional, passando a ser dirigida de forma partilhada por Paulo Perfeito e Daniel Dias, ambos maestros, pedagogos e trombonistas com carreira, e não menos paixão no mundo do Jazz, responsáveis pela extraordinária evolução que a formação, entretanto conheceu. Em 2018 a orquestra consolidou-se como estrutura profissional — mantendo, contudo, uma atenção especial à sua génese académica e à inclusão de jovens músicos em formação — tendo-se estreado sob a designação de Orquestra de Jazz de Espinho em janeiro desse ano, num programa em que foi solista convidado o saxofonista Ricardo Toscano.

O projeto tem-se progressivamente expandido para além da sua vocação didática, produzindo concertos temáticos, reportórios de autor, espetáculos multimédia e multidisciplinares para os mais diversos públicos e faixas etárias, trabalhando com solistas de grande craveira como Hermeto Pascoal, Andy Hunter, David Binney, Edmar Castañeda, Marcos Valle, Django Bates, William Goodchild, Omar Sosa, Joshua Redman, John Hollenbeck, João Paulo Esteves da Silva, Theo Bleckmann, Melissa Aldana, João Barradas, Vijay Iyer, Nils Wogram, Carlos Azevedo, China Moses, Chris Cheek, Richard Bona, Fernando Sanchez, Seamus Blake, Richard Bona, Abe Rábade, Michael Formanek, Gileno Santana, João Mortágua, Kiko Pereira, Rui Teixeira, Matthias Schriefl, Marc Schwartz, Marshal Gilkes, Julian Argüelles, Michael Lauren, Mário Laginha, Jeffery Davis, Rita Maria, Mário Costa, Ricardo Toscano, entre outros, cimentando o seu prestigio em vários palcos nacionais, sendo de destacar as  apresentações na Casa da Música, no Casino de Espinho, na Casa das Artes de Famalicão, no Teatro de Vila Real, no Teatro Municipal de Bragança, no Serralves em Festa, no Festival Jazz ao Centro, na Casa da Criatividade, entre outros – bem como, as apresentações regulares no Auditório de Espinho | Academia, onde a orquestra tem a sua residência.

Por diversas vezes a Orquestra foi responsável por apresentar repertórios inéditos no nosso país. Cerca

de 10 anos após as suas primeiras notas, evoluiu para um patamar mais arrojado, assumindo um compromisso artístico mais abrangente, sem perder de vista, contudo, a sua identidade formativa e impulsionadora da interpretação da música para esta formação.

Em 2024, a Orquestra de Jazz de Espinho lançou o seu primeiro trabalho discográfico, Dual Core, que, como se de um ritual de passagem se tratasse, evidencia o percurso e amadurecimento deste coletivo

que se tem vindo a constituir como um dos large ensembles de referência do jazz nacional. Eduardo Cardinho, no vibrafone, e Miguel Moreira, na guitarra, contribuíram como exímios solistas, mas sobretudo como inspirados compositores, criando um reportório original, criativo e arrojado, que expandiu para lá dos limites habituais a paleta de possibilidades da Big Band.

A Orquestra tem, atualmente, como maestros titulares, Eduardo Cardinho e Paulo Perfeito.

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