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Quarteto Lopes Graça

Quarteto Lopes Graça

Através de três décadas, tive o prazer de participar várias vezes no Festival Música em Leiria nas diversas modalidades da minha atividade de intérprete: contrabaixo solista da Orquestra Gulbenkian, membro fundador do Opus Ensemble e recitais com piano, em duo com Olga Prats. Esse longo percurso permitiu-me comprovar a sempre renovada vitalidade cultural e a solidez institucional sem fissuras deste encontro anual com a boa música, que hoje já ultrapassou a sua dimensão regional para se afirmar como uma das melhores manifestações do seu género em Portugal.
Aceito, portanto, esta “Carta Branca” com humildade e sincero reconhecimento.
Para além da minha presença como instrumentista, o projeto inclui outros aspetos ultimamente preponderantes na minha vida musical: a composição e a pedagogia.
No repertório deste concerto convoquei dois gigantes: Alberto Ginastera e Astor Piazzolla. Eles são, no meu entender, os maiores criadores musicais argentinos do Século XX. Demostrando mais uma vez a profunda causalidade das aparentes coincidências, eles tiveram relação de mestre/discípulo. Atipicamente, a modernidade do mestre não foi o caminho seguido pelo ilustre discípulo, que enveredou por uma audaciosa renovação do tango que, paradoxalmente, jamais tentou sair do sistema tonal. Sem ousar comparar o incomparável (as pessoas de estatura normal sabem que não devem competir com gigantes), a minha relação pedagógica com os meus colegas mais jovens avança por um trilho mais previsível, em que a pulsão inovadora da juventude frequentemente evade-se das recomendações professorais. A música de Diego Kovadloff exemplifica isso mesmo; está mais próxima da contemporaneidade do que a minha, que vive e respira dentro do sistema tonal.
Os misteriosos enigmas de Constança Capdeville também estarão presentes, na obra que me dedicou nos anos 80.
A poesia cantada de Portugal e Espanha ocupará um espaço preferencial neste programa.
Nas minhas “Três Canções...” escolhi grandes vozes femininas provenientes de três séculos de poesia portuguesa (Marquesa de Alorna, Florbela Espanca e Natália Correia) e meu colega e discípulo Diego Kovadloff homenageia dois poetas contemporâneos portugueses: José Luís Peixoto e David Erlich, em estreia absoluta. Pela sua vez, Alberto Ginastera interpola poemas de Juan Ramón Jiménez, Federico García Lorca y Rafael Alberti no universo alucinante do seu Quarteto de Cordas nº 3 com soprano.
Uma produção deste gabarito não seria possível sem a profunda cumplicidade dos seus intérpretes. Natasa Sibalic, Luís Pacheco Cunha, Eliot Lawson, Isabel Pimentel e Catherine Strynckx honraram o empreendimento com a generosa dádiva da sua dedicação e o seu talento.
Para eles, o meu afetuoso agradecimento.

Alejandro Erlich Oliva

As Guitarras Bem Temperadas

As Guitarras Bem Temperadas

Khytar 12.6
Projeto que reúne os guitarristas Miguel Amaral e Pedro Rodrigues.
Guitarras Bem Temperadas.
Guitarra Portuguesa, Guitarra Clássica e Johann Sebastian Bach. Eis-nos perante o universo do recital Guitarras Bem Temperadas. Junção aparentemente distante. Fruto da nossa vontade de trazer cada vez mais música para os nossos instrumentos, mas sobretudo, fruto de uma das mais belas características da obra genial em questão: o seu carácter universal, a sua pluralidade. A naturalidade com que se deixa apropriar. A generosidade com que se sente em casa numa combinação instrumental que, em relação ao período barroco, surge tão peculiar. A partir daqui, há todo um mundo sonoro em descoberta. As semelhanças com o cravo, com o alaúde e toda uma porta aberta para que esta música se posso ouvir, mais uma vez, como uma novidade.
Miguel Amaral e Pedro Rodrigues levaram o seu recital em 2020 ao Fora do Lugar – Festival de Músicas Antigas e ao 13º Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu.
Para este ano, o duo irá editar o seu primeiro CD.

As Guitarras Bem Temperadas

As Guitarras Bem Temperadas

Khytar 12.6
Projeto que reúne os guitarristas Miguel Amaral e Pedro Rodrigues.
Guitarras Bem Temperadas.
Guitarra Portuguesa, Guitarra Clássica e Johann Sebastian Bach. Eis-nos perante o universo do recital Guitarras Bem Temperadas. Junção aparentemente distante. Fruto da nossa vontade de trazer cada vez mais música para os nossos instrumentos, mas sobretudo, fruto de uma das mais belas características da obra genial em questão: o seu carácter universal, a sua pluralidade. A naturalidade com que se deixa apropriar. A generosidade com que se sente em casa numa combinação instrumental que, em relação ao período barroco, surge tão peculiar. A partir daqui, há todo um mundo sonoro em descoberta. As semelhanças com o cravo, com o alaúde e toda uma porta aberta para que esta música se posso ouvir, mais uma vez, como uma novidade.
Miguel Amaral e Pedro Rodrigues levaram o seu recital em 2020 ao Fora do Lugar – Festival de Músicas Antigas e ao 13º Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu.
Para este ano, o duo irá editar o seu primeiro CD.

El Retablo de Maeses Pedro

El Retablo de Maeses Pedro

El Retablo de Maese Pedro é uma Ópera em 1 Acto, com prólogo de Manuel de Falla e com libreto baseado num episódio de Don Quixote de Miguel Cervantes. É uma coprodução do Festival Música em Leiria, do Festival Cistermúsica (Alcobaça) e dos Festivais de Outono (Aveiro), numa parceria entre a Orquestra Filarmonia das Beiras e a S. A. Marionetas.
Esta produção levará a cena a obra de Manuel de Falla, que conta uma passagem da célebre obra de Cervantes, Don Quixote, através de um espetáculo de marionetas. O compositor recria com a sua música um ambiente medieval, recorrendo a uma escrita neo-clássica que combina diferentes épocas e estilos, desde a música antiga, o folclore, música de carácter litúrgico e linguagens mais vanguardistas.
Tirando partido da curta duração da obra (cerca de 30 minutos), o espetáculo será antecedido de uma parte com carácter pedagógico em que os próprios cantores e um narrador explicará, acompanhado de exemplos musicais extraídos da própria obra, o contexto da história, a época em que decorre, o contexto literário do seu autor, o contexto da sua composição e ainda a demonstração da ilustração musical dos personagens e das cenas, dando assim também a esta produção um carácter pedagógico e tornando-a num espetáculo para todas as idades.

La vida secreta

La vida secreta

Esta ópera de bolso retrata o mundo surreal do pintor espanhol através dos olhos da sua companheira-musa Gala. Tendo como única protagonista a figura de Gala, interpretada pela soprano espanhola Conchi Moyano, revela a mulher como inspiração múltipla e central no desenvolvimento do surrealismo ímpar de Dalí, e serve como ponto de partida para uma transposição do universo da sua obra aos dias de hoje, onde a digitalização das relações tomou proporções desafiantes e absurdas. Gala como a mulher que não assistiu ao movimento #Me Too, mas... e se tivesse participado, haveria Dalí? As girafas continuariam o seu passeio exótico de pernas longas?

ópera e humor

ópera e humor

The Opera Locos é uma peculiar trupe de ópera, formada por cinco excêntricos cantores, que se prepara para apresentar um recital com repertório dos maiores compositores do género. Ao longo da performance, as paixões e desejos ocultos de cada um deles serão revelados, o que trará consequências malucas e imprevisíveis. Será uma noite inesquecível!
Cinco cantores líricos são os protagonistas de The Opera Locos, um espetáculo de comédia operística em que os grandes sucessos da ópera se fundem com outros estilos musicais da forma mais original. Com uma encenação única, estética cuidadosa e senso de comédia de Yllana, The Opera Locos consegue criar uma experiência nova e diferente quando se trata de vivenciar a ópera e, acima de tudo, aproxima-la de todos os públicos de uma forma nova, inusitada e divertida.

Autópsia

Autópsia

Tudo o que amamos está prestes a morrer.

Está sempre tudo prestes a morrer.

A aflição vem em ondas de dor e de luto.

Lá onde o corpo fica excluído da compreensão, restam os lugares abandonados. Lugares de memoria abertos a outros acontecimentos. Lugares de mutação à espera de uma transformada existência.

E depois da avalanche como tudo é tão frágil!

Tudo está aí à nossa frente mas, no entanto, há histórias que não estão escritas em lado nenhum. Coisas de nada… Singularidades frustradas.

Dissecar o mau estar de cada um de nós. Matar cada um de nós. Autopsiarmo-nos.

A repetição… a repetição… a repetição… sem fim como as ondas, como a vida e a morte ou o nascimento e a morte, o dia e a noite…

As dores…

Olga Roriz
Janeiro de 2019

Concerto de Homenagem a Astor Piazzolla

Concerto de Homenagem a Astor Piazzolla

Sob a direção do maestro António Vassalo Lourenço, e com a participação do bandoneonista, cantor e compositor argentino Walter Hidalgo, a Orquestra Filarmonia das Beiras apresentará um programa de homenagem a Astor Piazzolla, quando passam 100 anos sobre o seu nascimento, recordando algumas das suas composições, num espetáculo único. O programa conta ainda com composições originais de Walter Hidalgo.

Orquestra Filarmonia das Beiras
Walter Hidalgo, bandoneón
António Vassalo Lourenço, direção

100 anos de Astor Piazzolla

100 anos de Astor Piazzolla

Porque o ano de 2021 marca o centésimo aniversário de Astor Piazzolla (1921-1992), apresentamos um concerto inteiramente dedicado a um génio incompreendido na sua época, principalmente no seu país. Criou o "Nuevo Tango", e, como tantos outros ao longo da história, foi apontado por não "seguir a tradição". Contudo, Astor era um espírito aberto sempre à procura de inovação naquela que é a sua música, foi esse o ímpeto que a tornou tão especial e tão verdadeiramente sua - destacando-se pelo seu estilo tão característico e idiossincrático.
Neste concerto viajaremos por sonoridades que nos levam mais além, desde o sentimento mais profundo e triste até ao lugar onde a felicidade rejubila, num espectro de emoções inigualável. Segundo Enrique Discépolo, "o tango é um pensamento triste que se pode dançar", mas também ele nos eleva e transmuta, permitindo-nos transitar de emoção em emoção, de sensação em sensação, bastando-nos anuir pela sua magia.

Mestre António Chaínho convida Rão Kyao

Mestre António Chaínho convida Rão Kyao

Se a guitarra portuguesa é um símbolo de um país, Mestre António Chaínho é um dos seus mais notáveis embaixadores. Os seus mais de 50 anos de carreira traduzem as múltiplas emoções deste instrumento único no mundo e o talento inigualável de um dos "50 músicos mais influentes da World Music", segundo a revista internacional Songlines.

“Simplex”

“Simplex”

Repórter Geneviève chega a Vila Velha do Pinheiro a meio do discurso fúnebre do presidente da junta, Amadeu Sobral – uma homenagem a uma personalidade local.
A repórter aborda o presidente sobre os métodos revolucionários da junta – Simplex. O autarca explica as virtualidades implantadas por ele, nas quais se contam visitas ao cemitério com marcação pela internet, serviço de flores online, velas elétricas carregadas com painéis solares, uma vez que o coveiro (Arnold B. Jobs) acumula funções informáticas na junta: é um dissidente do Silicon Valley quese rendeu aos encantos da serra e é adviser do presidente em todo o género de start-ups rurais e quejandos.
No fim do funeral, o presidente convida a jornalista a assistir a uma reunião do executivo. Geneviève vai-se rendendo aos encantos do progresso tecnológico de Vila Velha do Pinheiro. O presidente convida-a depois para jantar no Santelmo’s, glúten-free, à luz de candeeiros da autoria do adviser, alimentados por uma nova fonte de energia oriunda dos fagos fátuos captada numa rede implantada debaixo das sepulturas, e que alimenta também os fogões do restaurante e das respetivas cortes do gado. Durante o jantar, o presidente declara-se à jornalista. Ela recusa, rejeita-o e acusa-o de assédio sexual, ameaçando informar a imprensa. Ele pede desculpa, pois isso arruinaria o seu futuro político, já que tenciona ser delegado a um congresso do partido. No dia seguinte, na cerimónia de inauguração da mangueira autossustentável indexada aos níveis freáticos, Geneviève chega a meio do discurso. O presidente batiza a mangueira com o nome dela. Seguem-se promessas de amor... um final feliz.

Ficha Artística:

Libreto: Carlos Tê e José Topa
Composição: Telmo Marques
Encenação: António Durães
Intérpretes:
Teresa Nunes (soprano)
Miguel Leitão (tenor)
Crispim Luz (clarinetista)
Sérgio Coelho (pianista)
Susana Lima (violoncelista)
Direção técnica e desenho e operação de luz: Mariana Figueroa
Desenho e operação de som: André Leite
Conceção do projeto de ilustração: Sara Feio
Animação e mapeamento da cenografia digital: Hugo Mesquita
Figurinista: Rita Sá
Produção: Carlos Pinto

Stillness in time

Stillness in time

Desidério Lázaro, reconhecido saxofonista português, volta a aventurar-se num projeto a duo com composições originais, desta feita com o consagrado pianista Daniel Bernardes.
O seu oitavo álbum STILLNESS IN TIME, gravado em dezembro de 2020 no Hot Clube de Portugal, relata as sensações vividas na quietude do lar em período de confinamento.
Mudança, fragilidade, incerteza, passando pela aceitação e esperança, são alguns dos temas propostos pelo Desidério que, numa dança entre saxofone e piano, vão contando a viagem das emoções.
As composições, influenciadas pela música clássica do período romântico - mas sem nunca abandonar o jazz - abrem as portas à improvisação e, embora sirvam como ponto de partida, apenas dão o mote para ambientes criativos e intensos, adjetivos que são apanágio destes dois grandes músicos portugueses.
Música original e fresca a contrastar com os momentos repetitivos e complexos da vida real, STILLNESS IN TIME é um álbum de canções, de estados de espírito, uma pausa no tempo que nunca pára.